quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O que levar na mochila (e o que não)

Cena do filme Wild (precisa de tudo isso?)

Depois do sucesso do último post com o início da viagem para Punta de Este, com muitas dicas de aeroporto e de como ter uma viagem confortável, muitas pessoas me pediram mais dicas sobre como fazer a mala (e o que levar). Então esse post é para vocês, e pode ser usado em qualquer viagem (seja para América do Sul ou para Europa).

Alguns blogs de viagem defendem que viajar com o mínimo necessário é a melhor forma de aproveitar a viagem. Eu posso dizer que eu concordo em partes, e eu vou explicar o porquê. Em primeiro lugar você precisa ter em mente a resposta para as seguintes perguntas:

1- Com que frequência eu quero lavar roupa?

2- Qual é a infraestrutura do meu local de destino?

3- O quanto de peso estou disposto a carregar?

No meu caso eu estava viajando para a América do Sul, passando principalmente por grandes cidades com hotéis, restaurantes e transporte. Então não precisei me preocupar em levar ema barraca, kit de sobrevivência, ou nada do tipo. Também é muito importante saber o clima do lugar, e no meu caso eu estava esperando um pouco de frio. Recomendo usar o app The Weather, com previsão do clima hora a hora.

Então aqui eu vou tentar passar por cada item que estou levando, e quais eu não preciso:

O que levar: V


V Adaptador de tomada universal: Nos países que visitei, há uma diferença do plugue da tomada. Então para carregar meu telefone estou levando um comigo. Custa em média 20 reais em lojas de produtos eletrônicos chineses, mas se você não quiser gastar dinheiro com isso, é possível carregar a bateria do seu celular usando o USB de computadores e TVs. Quer saber se o seu destino usa uma tomada diferente? Veja o mapa no site IEC

V Cobertor: Se você está esperando um inverno forte, e pretende ficar em hostels, ou cochsurfing, leve um cobertor com você. Muitos hostels cobram para utilização do mesmo.

V Cabo de aço de bicicleta e cadeado com chave: Esta dica é mais para quem fica em hostels. Alguns hostels disponibilizam um armário, mas não um cadeado. Ou alguns nem o armário oferecem, então você pode usar o cabo de bicicleta (aqueles com códigos) para prender sua mochila na sua cama e evitar alguma dor de cabeça.

V Higiene pessoal: Eu levei comigo a escova de dente, pasta, fio dental, shampoo 3 em 1 (que serve como sabonete líquido também), desodorante, óleo para barba, cotonete, hidratante pros pés (acredite, mas uma diferença depois de andar 25km). Caso você vá enfrentar o sol, leve protetor solar. Para o frio, leve manteiga de cacau. Parece bastante, mas é o ideal para mim. Eu prefiro manter o mínimo de conforto durante a viagem. Mas não tem necessidade de levar, por exemplo, perfume, secador de cabelo, barbeador, condicionador, sabonete, hidratante facial, e etc. No caso das mulheres, leve somente a maquiagem básica.

V Eletrônicos: Um smartphone é hoje um acessório essencial para uma viagem, pois nele você tem mapas, tradutor, conversor de moedas, guias e livros. Eu também vou levar meu IPod, pois a bateria dura muito mais. Se eu tivesse uma câmera profissional, certamente levaria também. Mas dessa vez as fotos ficarão a cargo do meu smartphone. Na minha opinião, não tem necessidade de levar um laptop se você não for um escritor, blogger, ou estiver trabalhando remotamente de alguma forma. Dos acessórios mencionados, eu também levo cabos, carregadores, fones de ouvido, bateria externa, e outros acessórios.

V Sapatos: Isso também depende de onde você está indo. Para montanhismo, leve uma bota apropriada e assim por diante. No meu caso, eu vou levar somente um par de tênis de caminhada, e um chinelo havaina (muito útil para usar no chuveiro do hostel).

Toalha de Microfibra (Decathlon)
V Roupas: Na minha opinião, lavar roupas uma vez por semana está bom, mas alguns viajantes preferem levar ainda menos roupas e lava-las com mais frequência (ou não lava-las). Então eu levei de seis a sete camisetas, roupas de baixo, e meias. Dois pares de calças, uma blusa térmica (que é fina e não amassa), uma blusa de lã, um cachecol, um chapéu (acessório essencial), e um short velho para dormir. O segredo para viajar leve no inverno é usar camadas de roupas. Então ao invés de usar aquelas jaquetas enormes que precisam de uma mala só para elas, eu uso diferentes camadas de roupa (como a blusa térmica) para me manter quente. Ocupa menos espaço na mala, e é muito mais eficiente em te manter quente. Para o frio extremo também é bom levar gorro e luvas. Dica importante: eu estou levando uma calça jeans porque eu gosto. Elas não são tão práticas e ocupam bastante espaço. Se você quer priorizar espaço e peso, dê prioridade para tecidos leves, que nem precisam passar (como o tactel ou poliéster).


V Toalhas: Alguns hostels cobram pelo uso da toalha. Minha dica é ter uma toalha de microfibra, pois elas secam mais rápidas e não deixam aquele cheiro de mofo na mochila. Eu tenho uma toalha de microfibra bem simplesinha, (que não faz o trabalho 100%) mas em lojas de esporte você consegue encontrar uma boa por cerca de 30 a 40 reais.

Máscara de travesseiro (v)
V Travesseiro de pescoço, mascara de dormir, protetor auricular: É uma opção que eu gosto muito, caso você esteja planejando longas viagens. Eles te ajudam ter uma boa noite de sono no avião, ou no ônibus, por exemplo. No meu caso ao invés do protetor eu durmo ouvindo meu IPod, e meu travesseiro de pescoço é inflável e não ocupa espaço.

V Talheres: Um spork (aquele utensílio que tem faca, colher e garfo em um só) pode ser muito útil se você estiver comendo street food. Outras opções são levar talheres de plástico, ou hashi (aquele de bambu para comida japonesa).

V Mochila de mão: (ou Daybag) É muito útil para usar durante o dia e carregar somente o essencial para as caminhadas, e também levando com você para a cabine da aeronave.

V Moneybelt: Conhecido como porta documentos, ou pochete interna, é um cinto que fica esondido embaixo da roupa, onde você pode guardar seus documentos e passaporte com segurança.  A carteira no bolso de trás é um alvo fácil em viagens.

V Papel higiênico: Mesmo se você não precisar, ele ainda pode absorver a água da chuva e reduzir o estrago caso você seja pego de surpresa.

V Garrafa de água: Muitos lugares (como o aeroporto) permitem que você encha sua garrafa de água, para que você não precise comprar.

V Kit primeiros socorros: Eu sempre levo um pequeno kit com band-aid e pomada desinfetante, pois eu gosto de andar muito e andar de bike. Caso você seja mais caseiro, não se preocupe com isso.

V Roupas de banho: Depende do tipo de viagem. No meu caso, mesmo vendo lindas praias, eu já sabia que estaria frio, então não levei.

V Óculos de sol: Proteje os olhos dos raios ultravioleta (inclusive na neve) e disfarça a cara de sono.

O que não levar: X

Cordilheira dos Andes, sem jaqueta
X Lencóis e travesseiros: Eles ocupam muito espaço. Os hotéis e hostels já os disponibilizam. Tente verificar nas avaliações online do local escolhido se eles são limpos.

X Livros e guias: Eu prefiro evita-los, pois são pesados e ocupam espaço. Hoje em dia é possível ter tudo isso no seu smartphone. E sempre há a chance de você carregar um livro, e acabar não o lendo.

X Laptop: Como eu disse antes, ao menos que você esteja trabalhando remotamente.

X Maquiagem e perfumes: Se você não tem a intensão de ir a nenhuma festa ao evento chique, então priorize o peso.

X Roupas e sapatos: Não custa enfatizar: seja esperto em relação a isso e tente levar o mínimo possível para o local que está indo. Não há necessidade de levar 4 tipos diferentes de sapatos se você só vai andar na cidade, por exemplo. E evite roupas pesadas como jaquetas de couro, jeans e etc.


Quechua 50l - escolhida para a viagem!
E para terminar, a boa e velha discussão: devo levar mochila ou mala? Essa também é uma decisão muito pessoal. A vantagem da mochila é a mobilidade. Você pode andar, correr, subir escadas, e passar por terrenos desnivelados sem qualquer problema. Mas nem todo mundo gosta de carregar peso. Se esse for o seu caso, a tradicional mala de rodinha lhe atende. No meu caso, não tive incomodo em andar com a mochila, pois seguindo essas dicas eu levei apenas 8kg de mala, carregando ela sem problemas.

Espero que tenham gostado. e aproveitem as dicas para viajar com segurança e leves! Não esqueça de curtir e comentar, e compartilhar com aquele seu amigo que leva a casa inteira na viagem.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato comigo pelo facebook ou por e-mail.

sábado, 4 de novembro de 2017

Chegando em Praga: a Paris medieval!

Aconteceu em 11 de Junho de 2016...

Estação de Trem de Praga - https://www.likealocalguide.com

Viena

Vamos voltar um pouquinho no tempo, para a viagem pelo Leste Europeu. No dia anterior eu havia feito uma grande caminhada pelas principais atrações de Viena, conhecendo um pouco da história da Áustria no processo. Se você perdeu, leia “Toda a Viena em 1 único dia”aqui. Nesse processo eu também fui dormir um pouco tarde, sabendo que no dia seguinte eu iria viajar para a República Tcheca.

Bar do Hostel - divulgação oficial
Toda viagem me deixa ansioso e dessa vez não foi diferente. Quando você está viajando sozinho, acordar cedo é uma missão necessária e dolorosa para aproveitar o dia. No meu caso, para pegar o ônibus também. E isso requer um pouco de disciplina, já que você só pode confiar no seu celular pra te acordar (risos). Mas com a ansiedade em mãos, acabei levantando cedo o suficiente para comer com calma, e arrumar minhas coisas. Aquele café da manhã reforçado do Hostel Ruthensteiner me manteria com energias até chegar a Praga.

E foi nesse embalo que fiz o check out, e me despedi de Mike e Joan. Seguindo para a estação Westbahnhof (Estação Leste), peguei o metrô até a estação de ônibus. E não me canso de lembrar como o transporte público funciona muito bem em Viena, assim como nas demais cidades da Europa que visitei.  

Ao chegar à estação internacional de ônibus de Viena, fiz o embarque para Praga com pouquíssima burocracia. Fazendo um comparativo com a América do Sul, na União Europeia há uma diplomacia e confiabilidade entre os países, visto como se pode circular entre eles com facilidade. Já no MERCOSUL, por mais que o passaporte não seja obrigatório, você tem que passar por todo o processo emigratório de um país para o outro, e carregar consigo um comprovante de permanência no mesmo.

Jardim do Hostel - divulgação oficial
Apesar de ter muitas similaridades com a Alemanha, vi na Áustria um orgulho exagerado do país e sua história. Num sentido que mesmo tendo sido aliado da Alemanha durante o regime Nazista, pouco se vê sobre monumentos para as vítimas do holocausto (bem diferente do que vi em Berlin e Budapeste). Os monumentos são importantes não só para homenagear aqueles que passaram por isso, mas para lembrar as novas gerações dos erros do passado. Tudo bem que o centro de tudo foi Berlin, mas esperava um pouco mais de humildade dos Austríacos. Vejam, por exemplo, o exemplo que comentei no post anterior sobre a construção da muralha. Mas não me leve a mal, a cidade é sim linda, e suas Óperas, Museus e Palácios são sem dúvida uma visita inesquecível.

Durante a viagem o sono bateu e tive medo de perder o ponto, pois meu ônibus ainda iria de Praga para Berlim. Nessa hora eu descobri um aplicativo muito útil chamado GPS Alarm, que irá te notificar quando você chegar a determinado local (ótimo para a soneca no ônibus).

Praga

Chegando à estação de trem, usei o subsolo para atravessar para o outro lado e caminhar até o hostel. Novamente já tinha programado minha chegada e tudo ocorreu bem. Infelizmente não chegaria a tempo de pegar a Free Walking Tour no primeiro dia, mas tudo bem, pois eu estava cansado e queria ficar tranquilo. O hostel escolhido foi o Equity Point, que fica muito bem localizado em meio as principais atrações turísticas, tem um ótimo preço, e tem ótimas acomodações!

A caminho do hostel tive a supresa de me deparar com uma estátua gigante do escritor Franz Kafka: uma cabeça giratória que entrelaçava camadas de metal, formando cada vez o rosto numa posição. Minha primeira atração turística de Praga já causou uma ótima expectativa da cidade!

Passando pela cabeça e chegando a vizinhança do hostel, era notável como se tratava de uma região muito antiga e charmosa, com ruas estreitas e feitas de pedra. Somente depois eu fui descobrir que eu estava muito próximo do Old Square (praça antiga) da cidade, que é um centro medieval totalmente intacto. O hostel em si pra minha supresa foi tão completo quanto o em Viena. Aproveitei pra tomar um banho e olhar como calma nos mapas e nas atividades da cidade. Outro ponto positivo do lugar é que eles tem parceria com o Sandman’s Tour (a primeira e melhor empresa a fazer o Free Walking Tour), com descontos especiais para algumas tour pagas.

Ainda com preguiça, mas com vontade de explorar, fui numa grocery store e comprei alguns pães, frios, e uma cerveja Primator IPA de 500ml por 1€. Era o que eu precisava pra amar essa cidade! Para ter um comparativo, a mesma cerveja custaria cerca de R$30,00 no Brasil.

"Torre de Vigia"
Apesar de o hostel estar vazio, e em geral com muitos adolescentes, conheci um cara legal chamado Yego, da Rússia. Com toda essa minha viagem histórica não pude deixar de perguntar pra ele sobre como é a vida na Rússia. E para minha supresa, ele contou que apesar de hoje terem mais liberdade, ainda há uma propaganda fortíssima de "Rússia é o paraíso e o resto do mundo é nosso inimigo". Muitas pessoas de maior idade ainda acreditam que a vida era melhor da URSS... Ele me recomendou uma visita ao Museum do Comunismo em Praga, ao qual certamente eu irei!

As funcionárias do bar do hostel foram simpáticas e me indicaram jantar no Karluv Sklep (também conhecido como Charles Cellar), que era um bar onde os moradores locais gostavam de ir. Então tomei a minha primeira cerveja Pilsener Urquell, e fui dar uma volta na região. Depois voltarei mais na história dessa cerveja, que é um símbolo da República Tcheca.

Antes de entrar no restaurante eu dei uma volta numa praça que ficava próxima, pois precisava terminar de tomar a minha cerveja. Na praça tinha um jardim bonito com rosas e também um piano ao ar livre. Eu parei por um tempinho lá e fiquei ouvindo as pessoas que passavam pra tocar algo, afinal música sempre me traz uma boa sensação. Interessante como a mais simples praça possui belas rosas por lá, e isso faz sim toda a diferença no ambiente.

http://menute.com
Andando na mesma rua, me deparei com uma torre com janelas imensas que aparentemente não estava em nenhum guia (como Trip Advisor). Parei um momento para comtemplar e tentar imaginar o que seria, e a melhor ideia que tive é que provavelmente era uma antiga torre de vigia na muralha da cidade medieval. Essa é a magia de caminhar livremente durante uma viagem, você tem experiências que não estavam programas no seu roteiro.

Voltando ao restaurante, o lugar parecia uma típica taverna medieval: uma decoração de madeira rústica, e grandes mesas com famílias comendo e bebendo. Como o atendente não falava nada de inglês (algo muito comum por aqui), eu pedi o especial do dia. Era uma espécie de massa frita de batata recheada com queijo derretido e repolho (eu até tentei ver no site deles se descobria o nome, mas não consegui). Um prato bem típico tcheco e estava saboroso, mas também era pesado.

O bar era um lugar bem típico e com quase nenhum turística, pois aparentemente eu era o único falando inglês. Estava passando o jogo Inglaterra vs Rússia e de cara já notei como eles assistem ao futebol mais comportados do que os brasileiros. No gol apenas bateram palmas e fizeram alguns comentários, mas nada de gritos e bater na mesa. É bem diferente se comparado no Brasil, mas pessoalmente eu gostei.

http://www.karluvsklep.cz/
Com o fim do jogo, voltei para o hostel. Eu não sabia, entretanto, que nessa noite estava acontecendo a “Noite dos Museus de Portas Abertas”, onde a visitação era gratuita. Ao chegar ao meu quarto do hostel fiz meus planos para o dia seguinte, e conheci as meninas que estavam dividindo o quarto comigo. Elas eram aquele estereótipo de adolescentes americanas que se vê em filmes... O quarto e o banheiro havia roupas, gliter e maquiagem por toda parte, uma grande bagunça! Isso sem contar que chegaram de madrugada vomitando e fazendo uma gritaria. Isso é demais para este tiozão que vos escreve...

Mas apesar de uma noite tranquila, eu estava feliz com meu primeiro dia em Praga. Amanhã sem dúvida seria ainda melhor, pois eu já estaria descansado e pronto para uma longa caminhada por toda a história medieval da capital da República Tcheca. Continuem ligados nas atualizações aqui, pois ainda temos uma maratona de cultura e história nos aguardando a seguir.


Quer conhecer os hostels citados Ruthensteiner em Viena e Equity Point em Praga? Faça a sua reserva aqui no Booking.com e ajude este blogueiro a continuar escrevendo mais! Te vejo na próxima!

domingo, 29 de outubro de 2017

Novos rumos na América do Sul: Punta del Este!


Olá, aqui é Thiago! Fazia um tempo que eu não escrevia aqui hein? Minhas desculpas, atualizar o blog com frequência não é uma coisa fácil, mas faço com muito prazer! Da última vez que nos falamos eu estava em Viena, fazendo um mochilão pela Europa. Essa história ainda não acabou (ainda teremos duas cidades), mas vamos fazer uma breve pausa para contar da minha mais recente viagem pela América do Sul.

Chegava o mês de Setembro: e com ele minhas férias! Mais uma vez era a hora de colocar a mochila nas costas e o pé na estrada (ou no avião). Ao longo de minha última viagem pela Europa aprendi muito sobre a história dos países, sua cultura, e seu modo de vida. Lá no fundo do meu coração de sobrenome patriota surgiu então uma vontade de fazer o mesmo por nossa terra Brasilis. Mas para a minha surpresa de mochileiro de baixo orçamento, uma viagem para os demais países da América do Sul estava bem mais barato do que ir para o Nordeste. Então amadureci essa ideia e decidi que era a hora de conhecer nossos vizinhos hermanos. Assim começou o planejamento dessa viagem que passará por Uruguai, Argentina e Chile. Vamos mergulhar na história desses países, e de quebra, conhecer um pouco mais do Brasil também no processo!

Ao chegar na minha última semana de trabalho, me desdobrei para conseguir deixar tudo em ordem. Nisso me vi curioso com o fato de que o nosso corpo se sente mais disposto quando o cérebro vê uma lista de atividades sendo eliminada. É uma gostosa sensação de ter o objetivo definido e o ver sendo concluído. E assim esses dias passaram rápido, e com muita energia! Eu já não estava ansioso (desesperado) como da primeira vez. A minha namorada até brincou comigo no dia anterior, dizendo que parecia que eu ia logo ali pra São Paulo.



Com o feriado prolongado da Independência, tive tempo ainda de fazer uma maratona de Narcos para poder afiar meu espanhol (só que não). Procurei montar meu roteiro levando em conta dicas de culinária, museus, e roteiros indicados por moradores locais. Eu também comprei uma mochila de 50 litros da Quechua que gostei muito por ter uma abertura frontal que permite acessar tudo sem precisar desfazer toda a mala.

10 de Setembro: A Viagem


E foi nesse clima de tranquilidade que chegara o dia da viagem. Na medida do possível tudo ocorreu bem durante os preparativos, e eu estava confiante. Coloquei na minha mochila menor (ou day bag, ou mochila de mão, tanto faz) alguns lanches de presunto e queijo, e um pouco de iogurte caseiro, mel e granola que eu tinha preparado. Muita gente não sabe, mas você pode entrar com comida no avião. Em vôos curtos como nacionais ou para a América do Sul, o serviço de bordo é apenas um lanchinho pequeno, ou as vezes nada. Então meus snacks seriam suficientes para substituir um almoço no aeroporto, por exemplo.

Sem mais delongas, fui de Uber para a Rodoviária de São José dos Campos, e de ônibus para o Aeroporto de Guarulhos - de longe o melhor custo benefício para se chegar ao aeroporto! A viagem foi tranquila e rápida, como previsto. O GRU é sem dúvida um aeroporto modelo, com tudo bem identificado e funcionários dispostos a ajudar. Eu inclusive ajudei um senhor judeu ortodoxo a chegar no terminal 3, e achei bacana quando ele disse: "os budistas são mesmo ótimas pessoas" em um inglês com sotaque puxado.

Como cheguei com antecedência, despachei minha mala e passei pela imigração em menos de 30 minutos (para países do Mercosul não é necessário passaporte), passando em seguida pelo Duty Free, e chegando ao portão de embarque. De fato me surpreendi como a LATAM sempre enfatizava a importância do horário, e cumpriram o prometido. Não houve nenhum atrasado significativo no embarque e na aterrissagem. Ainda durante o vôo gostaria de destacar a solução de multimédia no app LATAM entertainment, que foi uma ótima solução para o A320 que não tem estação multimedia nas poltronas (embora ainda precise de uma conexão mais estável).



Punta Del Este (Uruguai)


Hotel Shelton e as Mochilas

Minha chegada a Punta Del Este, conforme já planejado e até anunciado pelo comandante da aeronave, foi com chuva forte. Porém eu não imaginava que seria tão forte! Com isso minhas opções para chegar ao Hotel se limitaram muito, e os táxis estavam pedindo 50 dólares para me levar (cerca de 170 reais). Não é a toa que transportes alternativos como Uber estão ganhando espaço... Eu peguei uma van por 18 dólares, que ainda estava caro, mas era minha melhor alternativa naquela chuva. No hotel fiquei muito orgulhoso de ver um anúncio da aeronave Phenom 100 como uma opção para ir até a Argentina, pois eu trabalho na Embraer, que fabrica o mesmo no Brasil.


Bumblebee

Nessa viagem eu decidi ficar em hotéis e Couchsurfing dessa vez por uma opção pessoal. Chegando no Hotel Shelton, eu fiquei impressionado com a beleza e higiene do quarto, em se tratando do hotel mais barato de Punta. Logo que deixei minhas coisas, a chuva começou a dar uma trégua, e eu decidi arriscar uma caminhada. Para não caminhar tão longe e arriscar ficar preso na chuva, decidi ir até o Cassino Conrad. No caminho já identifiquei alguns restaurante e lojas de conveniência que ficavam próximas ao Hotel, ainda que fosse domingo e muitos lugares estavam fechados. O primeiro lugar que chamou minha atenção foi uma galeria que também era um gift shop e funciona também como casa de jogos. Havia esculturas em tamanho real do Homem Aranha, Transformers, Motoqueiro Fantasma, Batman, e muitas outras menores.

Deck na Playa Mansa
As ruas estavam vazias por causa do mal tempo, então aproveitei para curtir a bela paisagem da Playa Mansa, completamente deserta. Caminhei pelo seu extenso deck de madeira contemplando as ondas do mar com o sentimento de que a aventura estava começando. Foi então que a chuva decidiu voltar e eu tive que correr o resto do caminho para procurar um abrigo. Acabei me molhando um pouco, mas sem problemas.

Depois entrei no Cassino Conrad, que é acoplado a um dos hotéis mais luxuosos da cidade. Como no Brasil os casinos são proibidos, fiquei muito curioso. Mas minha curiosidade logo passou ao notar que os jogos eram todos muito parecidos, e as pessoas que os jogavam estavam perdendo muito dinheiro e com a infelicidade estampada no rosto. Eu consegui tirar uma foto ou outra de recordação, apesar de serem proibidas. Particularmente prefiro um jogo de vídeo game, que exige mais do jogador e menos da sorte.

Hotel Conrad
Voltando pelo mesmo caminho para o hotel, foi quando a chuva me pegou de vez, e com toda a sua força! Fiz o que pude pra me esconder, mas com o vento isso era quase impossível. Então eu me entreguei a chuva e lavei a alma, voltando para o hotel enquanto dançava na chuva. Isso pode ser um problema se assim como eu você só tiver levado um chapéu, e um par de tênis, mas eu consegui me virar usando o secador de cabelo do hotel nas roupas depois. Outra opção seria mandar as roupas pra lavanderia.

Slot Machines do Cassino
Como você pode imaginar, com o tempo fechado eu não tive o fim de noite mais criativo da viagem, mas passei numa mercearia e comprei batatas, alfajores, e empanadas (ainda meio confuso com o câmbio) para encerrar o dia assistindo Simpsons e descansando da viagem. Acredito que a importante mensagem aqui é que imprevistos acontecem, e o que você pode mudar é a sua atitude perante isso. Já que a aventura estava só começando e eu tive a sorte de estar num hotel que tinha secador de cabelo para as roupas, o melhor mesmo é relaxar e me preparar para o dia seguinte, onde eu conheceria Punta pra valer.



Então continue ligado que ainda tem muita coisa para desbravar no próximo post. Lembrando que ainda faltam postagens sobre a Europa para compartilhar com vocês, e vou tentar intercalar um pouco das duas. Continue acompanhando o blog, se inscreva, comente e compartilhe essa aventuras, e inspire mais pessoas a conhecer o mundo também.



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terça-feira, 27 de junho de 2017

Toda a Viena em 1 único dia!

Aconteceu em 10 de Junho de 2016.

Belvedere Palace

Neste dia, como de praxe, acordamos cedo e rapidamente nos arrumamos para poder aproveitar ao máximo. Como já sabia que Viena era uma cidade mais cara do que a média dos outros lugares visitados, planejei ficar menos tempo por lá. Este dia então seria uma maratona pela história de Viena, e da Áustria.

O café da manhã do Ruthensteiner hostel foi delicioso. Não só por custar apenas 3,9 Euros, mas acho que também foi o primeiro lugar que tomei café dá manhã acompanhado por amigos (no caso o Joan e Mike). E mineirinho como sou, não dispenso um dedo de prosa com uma xícara de café.

Mozart
A prosa, porém, veio com um pouquinho de pressa, pois tínhamos uma longa caminhada para chegar ao Albertina Platz (praça) até às 10 horas da manhã. Lá é onde iria começar a versão Vienense da Free Walking Tour. Ao contrário dos outros lugares onde fui, aqui o guia turístico era mais velho, um senhor aposentado que fez uma reviravolta na carreira.

A caminhada começou com um pouco de história daquela praça e da família real. Naquela região, no período feudal, havia muralhas que cercavam a cidade. Mas após com a evolução dos canhões do período da Idade Média até a Primeira Guerra (cada vez mais fáceis de transportar e devastadores), a muralha da cidade podia ser facilmente destruída num ataque. Isso para não falar na problemática do crescimento populacional. Então eles mesmos decidiram por retirá-la. No decorrer da caminhada também passamos pelas ruínas da antiga muralha.

Do Albertinaplatz seguimos para o Jardim Burggarten, onde há um Palácio Real que nunca fora habitado, um gigantesco borboletário, além de uma estátua de Franz Joseph I, imperador do império Áustro-húngaro que dominou toda a região da Áustria, Hungria, e Bohêmia (onde hoje é República Tcheca e Eslováquia). A Áustria já fora um país muito maior do que é atualmente, mas por ter perdido a Segunda Guerra, teve suas fronteiras redesenhadas pelos Aliados.

Placa "Aqui viveu Mozart"
Porém a principal atração do jardim sem dúvida era o monumento a Mozart: uma estátua imponente em frente a um jardim de rosas que formam a clave de sol. Essa estátua finalmente faz jus ao gênio que tem o local de seu túmulo desconhecido, por não pertencer à nobreza. Já me adiantando um pouco na caminhada, também conhecemos uma das casas onde morou o Wolfgang Mozart. Para eu que sou músico (amador) e curto as suas obras isso foi sensacional! Mas uma curiosidade, é que muitos lugares em Viena dizem “Aqui viveu Mozart” ou “Aqui viveu Beethoven”. A razão disso, é que eles eram péssimos vizinhos que tocavam música alta até tarde da noite (ainda mais Beethoven quando começou a perder a audição), e, portanto, eram despejados com frequência. Já imaginou ser vizinho deles e ter que ficar ouvindo, por exemplo, um senhor com audição debilitada tocando a quinta sinfonia centenas de vezes até achar o som ideal? Pois é, não parece uma coisa muito legal.

Após o jardim, passamos pela praça Maria Theresa em frente ao Museum Quarter, onde há uma estátua homenageando esta poderosa mulher que foi a única a reinar durante a dinastia Hasburg. Atravessando o antigo portão de entrada da cidade (algo como o Brandenburg Gate de Berlim), seguimos para a praça dos heróis (Heldenplatz). O Heroes Square de Viena tinha a mesma proposta daquele que vira em Budapeste. De um lado havia a estátua de Archduke Charles, primeiro homem a vencer uma batalha contra Napoleão, que até então era considerado invencível. Do outro a estátua do príncipe Eugene de Savoy, que dentre inúmeros feitos em batalhas, protegeu a Áustria contra a invasão do Império Otomano.

Palácio Hofsburg
Ainda em Heldenplatz havia o Palácio Hofsburg, antigo palácio real. Foi ali que, pela sacada, Hitler fez seu discurso de ocupação da Áustria para uma praça cheia de gente. Ao contrário de outros países, aqui a população não se escondia com a chegada do exército nazista, mas vinha prestigia-los... A explicação para isso, segundo o guia, era de que a Áustria, por ser um país que fala alemão, apenas ouvia-se as notícias e rádios da Alemanha. Elas apenas falavam coisas boas sobre o Partido Socialista, Hitler e o seu governo. Logo, as pessoas acreditam que ele era um salvador, e que traria mais empregos para o país. Honestamente eu não aceitei muito essa explicação, e de fato achei o povo Austríaco um pouco "cheio de si". Basta ver os recentes planos para construção de uma cerca de cem quilômetros de comprimento para impedir a entrada de refugiados e imigrantes.

Ainda na caminhada conhecemos importantes catedrais, além da história das aclamadas Imperatriz Elizabeth "Sisi", e a Imperatriz Maria Thereza, que por ter um marido sem "pulso firme" praticamente reinou no seu lugar.

Jardim em frente ao Parlamento
A caminhada apesar de ter sido muito interessante, não passou por todos os pontos previstos no folder. Ao final fomos a um Starbucks para tomar um café e organizarmos os próximos passos. Tomei um café Mocha com saudade da minha gatinha que tem o mesmo nome.

De lá fomos até o Parlamento, onde ao lado havia um jardim lindo cheio de rosas das mais variadas cores.

Assim como em outras cidades, o Parlamento aqui também fora criado no estilo grego, remetendo ao país onde surgiu a democracia. Consegui até identificar a estátua da deusa Atena e Apolo.

Paralmento da Áustria (Joan ali em frente)
No caminho pra o City Hall (prefeitura) passamos num trailer japonês e comemos um combinado de sushis. Não estava muito bom, mas foi uma refeição barata.

Se não fosse pelo aplicativo do Booking.com que indicava as atrações turísticas, jamais poderia dizer que aquele palácio escuro e gótico era a Prefeitura de Viena. O prédio se parecia com uma antiga catedral, ou até uma escola. Lá estava sendo montado algum evento de gala, então não ficamos muito tempo e continuamos nossa caminhada para o palácio Belvedere.

No caminho passamos no Opera House novamente para ver quais óperas estavam sendo apresentadas. E aqui vão as dicas: existem outras casas de ópera que muitas vezes tem um preço mais acessível por não serem uma atração turística. Outra dica é não comprar ingresso de cambista(s). Sempre tem vários cambistas vestidos com trajes típicos de ópera vendendo ingressos. Mas na bilheteria da casa é possível encontrar ingressos dos mais variados preços de acordo com a sua poltrona. Me lembro de ter visto algo entre 16 euros até 200 euros! Então colocamos no nosso roteiro voltar ali para assistir a ópera se desse tempo.

Passamos também, sem querer, na rua das embaixadas. Senti-me orgulhoso de ver a bandeira brasileira tremulando ao vento na nossa embaixada. Lembre-se que não se pode fotografar a embaixada dos Estados Unidos, e isso pode te causar sérios problemas (não me pergunte o motivo).

Palácio Belvedere
O palácio Belvedere foi para mim o grande ápice de Viena, e talvez uma das fotos mais bonitas que tirei. Este palácio era o refúgio de verão do príncipe, e hoje fora transformado num parque. São dois grandes palácios com um imenso jardim em volta, repleto de flores das mais variadas, belas fontes, e pássaros. Eu nunca tinha visto um corvo tão de perto! Em Belvedere também estava exposto a obra "Beijo" de Gustav Klint. Aproveitamos então o belo clima e sentamos por ali para descansar um pouco, pois já tínhamos caminhado bastante. O dia estava ensolarado, e o clima de fim de tarde estava excelente para fazer uma pausa naquela bela paisagem.

De lá voltamos para o hostel, usando o metrô pela primeira vez. Aproveitamos para comprarmos cervejas Erdinger super baratas, e salame na grocery store. Então fizemos uma pausa de trinta minutos para descansarmos e tomarmos um banho. Estávamos a caminho de nossa última parada turística e de lá iríamos ver a vida noturna de Viena.

Com as energias recuperadas, caminhamos até o palácio Schonbrunn com uma Erdinger na mão. Nessa hora Joan me contou bastante da sua experiência no Brasil e ele conhece mais do meu país, e da América do Sul do que eu. Mas aos poucos chegarei lá!

Schonbrunn Palace

Infelizmente chegamos ao palácio no exato momento em que ele fechou. Então apenas tiramos fotos pelo lado de fora da grade. Mas ainda assim deu pra ver que este gigantesco palácio era tão lindo quanto (ou até mais) do que o Belvedere. 

Pegamos o metrô e fomos então para Stephenplatz onde estava acontecendo a noite das igrejas abertas, um festival onde as igrejas convidam o público para conhecer seu interior, algumas com programação e servindo jantar para arrecadar dinheiro.

Andamos um pouco no centro mas não tinha muito movimento e não encontramos a nossa amiga Constanza, então decidimos voltar. No local onde havia as ruínas da antiga muralha da cidade havia uma muralha projetada com luz na parede, fazendo um efeito fantástico e nos mostrando de fato o quão imponente e grandiosa era a mesma.

Ophera House durante a noite
Compramos um khebab de frango e voltamos pro hostel para tomarmos nossa cerveja e comer um aperitivo. Logo Mike se juntou a nós e também fizemos amizade com a Michelle dos Estados Unidos. Conversamos e bebemos bastante, naquele clima legal de hostel. Ao final ganhamos um shot de vodka com pimenta da casa quando o bar estava fechando. Mais tarde as pessoas seguiram caminho para uma outra festa latina, mas já era duas da manhã e eu tinha que dormir para ir para Praga no outro dia, então recusei o convite. Essa energia positiva das amizades de hostel foi sem dúvida uma ótima experiência que tive tanto ali quanto em Berlin. 

Escrever é como reviver o sentimento, e eterniza-lo. Demanda tempo e dedicação, é claro. Mas poder ter essa sensação de curtir um pouquinho mais a viagem faz com que este blog seja muito especial para mim. Como já está fazendo um ano dessa experiência, e de lá até aqui ajudei amigos com dicas de viagem, nada melhor do que continuar esta história especial! Então venha comigo pois Praga está logo aí!...

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Viena, Museus, e grandes amizades

Aconteceu em 9 de Junho.


Death and Life - Gustav Klimt


Budapeste

Nos dias de pegar a estrada eu já estava acostumado a acordar ansioso. Ora para não perder o horário dormindo demais, e ora ansioso pelo que ainda havia para se conhecer. Dessa vez não fora diferente, e assim que o celular despertou, eu já estava de pé arrumando a cama. Antes de me encontrar com minha carona do Blablacar, eu precisava passar numa grocery store para comprar um vinho. Eu queria presentear minha mãe nessa viagem, e os vinhos Húngaros são excelentes e muito acessíveis.

Tomei o meu café da manhã como de praxe, e peguei minhas coisas para fazer o check out. Então me despedi do Daniel, o dono do hostel, que tinha me dado muitas dicas do que fazer.

Pátio do Museum Quarter - Viena
A minha amiga Rita também quis se despedir, e nos encontramos na entrada do meu hostel. Ela me acompanhou na compra do vinho, e também até encontrarmos a motorista que me daria carona. Por sorte a motorista estava a uma quadra dali, e fomos andando até o hostel. Como ela já tinha decido para tomar café, nos desencontramos e eu já comecei a ficar preocupado. No entanto a recepção do hostel dela (Historic Apartment) fez a gentileza de ligar no seu celular, e nos encontramos no café em frente. Eram duas jornalistas de Munich que estavam a trabalho em Budapeste: Daniela e Cathrim.

Enquanto elas terminavam de comer, me despedi de Rita e agradeci pela ótima hospitalidade que tive. Nós continuamos mantendo contato e até hoje em dia ocasionalmente conversamos sobre coisas filosóficas.

Ao entrar no carro eu estava empolgado por pegar estrada pela primeira vez durante o dia, pois poderia ir curtindo a paisagem e fazendo novas amizades, mas o meu cansaço foi bem maior e eu simplesmente dormi! As meninas no banco da frente foram conversando em alemão, então não pude interagir tanto. E assim, num piscar de olhos estávamos fazendo uma parada para abastecer, e logo mais a nossa viagem de quatro horas chegava ao fim e eu estava na capital da Áustria: Viena.

Viena

Pierre Café Bistrô
Pegar esta carona com as duas jornalistas foi uma “mão na roda”, como dizem no ditado popular. Não só nos encontramos muito perto em Budapeste, como elas me deixaram em Viena na estação Westbahnof, que ficava a 2 quadras do meu hostel. Nem indo de ônibus eu conseguiria tanta facilidade assim!

Ao me despedir delas, caminhei até o hostel Ruthensteiner, curiosamente avaliado (na época) como o lugar número 1 para se hospedar em Viena, estando na frente de hotéis cinco estrelas e tendo um ótimo preço.

Tão logo fiz o check in, subi as escadas para guardar minhas coisas no armário e conhecer o meu quarto. Foi então que conheci meu colega de quarto Joan, da Itália. Ele já havia morado no Brasil por um bom tempo, e conhecia muito mais do país do que eu.  Logo ele falava e entendia português perfeitamente. E com cinco minutos de conversa, pegamos afinidade e decidimos ir caminhar juntos pela cidade. Como eu sempre digo, eu gosto dessa “magia” do hostel, onde se faz uma amizade com facilidade.

Leopold Museum
Na recepção procuramos informações de free walking tour, e bicycle tours, mas nenhuma das duas aconteceria nas próximas horas. Então decidimos caminhar por conta própria pela principal rua comercial da cidade (Mariahilfer Straße), onde havia restaurantes, shoppings, e as principais lojas da cidade. Conforme a fome bateu, encontramos um restaurante austríaco chamado Pierre Café Bistrô. Aqui o Joan me ensinou uma importante lição de vida: Parar de ficar tentando traduzir o menu, e pedir o especial do dia! Assim comemos um delicioso espetinho de frango, com pimentão, bacon e cebola, acompanhados de sopa de frango com macarrão e uma caneca de chope Gösser (maior cervejaria austríaca, do grupo Heineken).

Saindo de lá caminhamos até o centro histórico da cidade, onde fomos ao Museum Quarter. Assim como em Berlim, o de Viena também era um complexo com diferentes museus. Todos eles pareciam grandes palácios e o pátio que dava acesso a eles se parecia com um intervalo de faculdade: pessoas conversando, deitadas, usando o celular e descontraindo o tempo.

Berlinde de Bruyckere - Leopold Museum
O Joan estudou arquitetura, então visitamos três galerias. A primeira fazia uma paralelo de como a arquitetura foi evoluindo com a história em Viena, citando diferentes fatos históricos como: construções baratas no período comunista, estilo da época, e como a arquitetura da cidade era afetada por guerras e conflitos. A exposição em sua maioria são fotos e textos, então talvez não seja muito interessante para o público em geral. Mas eu gostei de poder fazer comparações com a mesma história e arquitetura que aprendi nas demais cidades.

Em seguida, fomos numa exposição que mostrava os melhores edifícios do ano na Europa, premiados em um concurso de arquitetura. Alguns eram conceitos bem inovadores, mas honestamente, ver as maquetes dos lugares não empolgava muito, e essa exposição foi um pouco cansativa.

Theodor Von Hörmann

Mas o grande carro chefe da nossa visita foi a Galeria de Arte Leopold Museum: um complexo de quatro andares com exposições de diversos artistas famosos, além de outras obras da coleção da galeria. É claro que não somos nenhum especialista em arte, mas ficamos chocados e encantados com a variedade de obras que vimos. Vou tentar passar um breve sentimento de cada um aqui...

A começar pela Berlinde de Bruyckere, uma artista belga com exposições de estátuas macabras de animais e do corpo humano. Sempre deformado e grotesco... Foi um grande choque para mim, que não estou acostumado com arte moderna.

Theodor Von Hörmann  - Construção da Torre Eiffel
Já a de Theodor Von Hörmann foi para suavizar, já que ele se especializou em pintar paisagens e suas obras contam muito da história de Paris e Viena. Foram belos cenários que variam de acordo com a época em que eram pintados. No final de sua carreira, começou a se interessar por flores, fazendo quadros ainda mais ricos em detalhes.

As estátuas de Wilhelm Lehmbruck contam muito de seus problemas amorosos e familiares, apresentando sempre a figura feminina como um mistério. O segurança estava no nosso pé nessa hora, e não possível tirar muitas fotos. Mas todas as esculturas eram riquíssimas em detalhes e mistério.

Já a exposição de Egon Schiele, que faz parte da coleção Leopold, é uma exposição cheia de autorretratos, nudez, e críticas pessoais. Esta é a maior coleção sobre Egon no mundo, que vai desde o prodígio no início de sua carreira, ao período expressionista, e a sua morte. A coleção ainda está em exposição na data de publicação deste post.

Wilhelm Lehmbruck
No entanto o destaque da galeria, e o queridinho de todo o público é o pintor Gustav Klimt, o maior e mais influente pintor da Áustria no período de 1900. Com famosas obras como “Morte e Vida” e “O Beijo” (que não estava exposta ali no dia), o extenso trabalho deste pintor é encantador, com muita complexidade e beleza nos traços.

Eu não sou nenhum especialista em arte, mas essa visita sem dúvida foi especial. Vou deixar um curto vídeo sobre a galeria, e o link do site oficial onde eles falam sobre as exposições e resenham obras que já passaram por lá. Caso tenham interesse confiram aqui: Leopold Museum.

Ao sairmos do Museum Quarter, já era o final de tarde. Nós fizemos um caminho diferente para voltar para o hostel, passando pelo Naschmarkt, uma rua que funciona como um mercado municipal de Viena, com vendas de produtores e muitos restaurantes conceituados. Infelizmente, devido ao horário, a grande maioria dos lugares já estavam fechando. Então seguimos o caminho e fomos comer em outro lugar.




De volta à região do nosso hostel, as grocery stores próximas estavam fechadas. Então pegamos um khebab grande por apenas cinco euros, e levamos para comer na cantina do hostel. Pela minha experiência no primeiro dia em Berlin, já sabia que os khebabs são deliciosos! Ao sentarmo-nos à mesa da cantina, conhecemos uma chilena chamada Constanza (que também é blogueira, vai lá visitar ela também).

Egon Schiele'
Eu meio as nossas rodadas de chope, o Joan nos ensinou a jogar um jogo de cartas chamado Bakará (uma espécie de Blackjack onde a unidade é importante). Ao bom e velho estilo alemão, as canecas de chope de meio litro desciam facilmente!

Você já pode imaginar a bagunça de se juntar uma chilena, um italiano, e um brasileiro, correto? Nossa conversa foi de portunhol, italianês, e tudo o que você pode imaginar, menos inglês. Logo depois chegou o Mike, da Etiópia, que também falava um pouco de tudo. Para ser sincero, no início da viagem eu até queria gastar bastante meu inglês, e até fiquei com um pouco de receio de falar em português. Mas some a isso o fato de que o barman (Vitor) era brasileiro, e havia um português trabalhando no hostel, e pronto! Nessa grande mistura, em meio a improvisações e se comunicando como dava, conseguimos nos interagir muito bem. Ao final tive uma sensação de orgulho, de ser um cidadão do mundo, ser parte de algo maior.

Exposição Viena 1900
Ainda pra completar a mistura nessa noite, uns indianos muito malucos queriam jogar poker apostando dinheiro, e um jogo chamado oneflash (ninguém aprendeu a jogar). E por final apareceram duas espanholas chamadas Marta. Percebi que o espanhol da América do Sul é bem mais fácil de entender do que o da Espanha de fato.

Toda essa conversa, cerveja e jogos seguiram madrugada afora! Logo no primeiro dia de Viena nós já éramos amigos dos funcionários do hostel, e para todos que viam eu, Joan e Constanza perguntavam: “Há quanto tempo vocês três estão viajando juntos?” de tão rápida e natural que foi nossa interação!

Eu mal tinha chegado em Viena, mas já sabia que nessa cidade o que mais me marcaria não seria o passeio turístico, mas sim a amizade que fizera no hostel Ruthensteiner. Um agradecimento especial nesse post ao Joan, que lembrava o nome da maioria dos lugares que visitamos, e que perdeu no Bakará =)


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No próxmo post: Viena em 1 dia: uma visão geral dos acontecimentos históricos, palácios reais, seus imperadores, e grandes compositores como Mozart e Beethoven! Não percam! 

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sábado, 26 de novembro de 2016

Terrorismo, Heróis, e Banhos Medicinais

Aconteceu em 8 de Junho.

Király Bath - http://en.kiralyfurdo.hu/

Neste dia acordei um pouco mais cedo do que de costume. Como se tratava do meu último dia em Budapeste eu estava ansioso para aproveitá-lo ao máximo! Enquanto tomava meu café da manhã troquei mensagens com a Rita e combinamos de nos encontrar na grocery store Deak Prime, que ficava meio do caminho para os dois.

Opera House - http://blog.kenkaminesky.com/
De lá começamos o nosso roteiro passando primeiramente pela Opera House, que nesses dias não tinha nenhum espetáculo sendo exibido. Mas o interior da Casa de Ópera era luxuoso e gigantesco, com toda a pompa que se espera de uma ópera. Infelizmente minhas fotos não ficaram boas, mas vou deixar aqui uma foto do palco que encontrei na internet.

Saindo de lá fomos ao Museu House of Terror (Casa do Terror), que fica no mesmo prédio que já fora usado como base dos Nazistas e dos Soviéticos em períodos diferentes de ocupação na Hungria. Eu sei que eu falo bastante da Segunda Guerra, mas viajando pelo Leste Europeu é quase impossível não se envolver com essa fascinante história. E este museu em especial fora fortemente recomendado pela guia de ontem pela sua riqueza de detalhes.

House of Terror
E realmente a visita é de tirar o folego, pois fora cuidadosamente preparada com objetos da época, imagens, vídeos e até vestimentas. Tudo acompanhado de uma música macabra de fundo, com diferentes depoimentos nas telas que causavam um impacto muito forte. Mesmo as principais informações estando em Húngaro, havia folhetos em inglês contando a história de cada período. Fiz questão de pegar todos eles para fazer depois o meu dever de casa e me aprofundar nesse período da história.

O que mais me impressionou nessa visita foi esse aspecto visual tenebroso. Logo na entrada havia um tanque de guerra. Enquanto descíamos o elevador rumo ao porão que era usado como uma prisão, o elevador se movimentava lentamente ao som de uma música de suspense e um depoimento de um torturador de como as vítimas eram executadas enforcadas. Tive nesse momento uma indescritível sensação de que a qualquer momento o piso do elevador iria se abrir e iriamos cair numa armadilha.

Escritório intacto - Ao fundo retrato de Stalin
O porão (ou calabouço) era tão macabro quanto. Alguns cômodos foram mantidos intactos. Ver aqueles quartos escuros e úmidos com uma atmosfera pesada rapidamente me lembrou de Auschwitz. Recomendo dar uma olhada na galeria de fotos no final para ver a quantidade de artefatos que estavam expostos. Apesar de ter passado rapidamente pelo museu, se fosse ficar para ouvir todas as histórias e absorver todos os detalhes, era possível gastar uma manhã inteira lá (coisa que eu não tinha).

Então continuamos a caminhada para o Heroes Square (Praça dos Heróis), onde havia estátuas de figuras importantes na história do país. Dentre elas estavam os líderes das sete tribos pagãs que originalmente se uniram num pacto de sangue para formar o país Hungria. Achei louvável honrar os líderes fundadores da nação como heróis, e inevitavelmente fiz um paralelo com o Brazil. Da forma como o nosso país foi colonizado, pouco se sabe da cultura indígena, mas seria muito legal poder relembrar dos nomes dos líderes indígenas que fundaram nossa nação como verdadeiros heróis, e não apenas como selvagens. O interessante da Heroes Square foi poder ensinar essa história para a Rita, que apesar de já morar em Budapeste há algum tempo, ainda não conhecia suas origens. Fiquei me sentindo um guia turístico contando isso para uma moradora local!

Heroes Square
Logo ao lado da Praça conhecemos o interior do Castelo Vajdahunyad, que fora construído em celebração aos 1000 anos de Hungria. Em volta do castelo também há um lindo parque, onde os moradores locais gostam de fazer piqueniques e relaxar. Nessa hora eu me lembro de comentar com a Rita que eu queria poder contar as histórias da minha viagem em um blog. Ela ficou muito animada e me deu o maior incentivo! E não é que eu fiz?

Saindo do parque passamos numa cafeteria turca chamada Café Kara, onde tomamos um expresso saboroso, e um delicioso doce turco chamado Baklava, que é uma espécie doce com massa folhada. Lá conversamos mais e eu pude saber um pouco da história da minha amiga. Contei para ela sobre o Brasil e ela gostou de saber que nosso dinheiro está estampado o rosto de uma mulher, a Princesa Isabel. De lembrança eu a dei uma nota que tinha ali comigo.

Heroes Square
Ela tinha trabalho a fazer, então depois do café nós nos despedimos. Combinamos de nos encontrar mais tarde pra fazer algo (se a internet colaborasse), e eu prossegui com a minha jornada pela cidade.

Ao tentar procurar um lugar para comer, usei o app TripAdvisor, que permite procurar por restaurantes mesmo off-line. Porém depois de me deparar com dois que estavam fechados, eu decidi pegar um lanche mesmo e atravessar a ponte Margareth, que não apenas liga os dois lados da cidade, mas também dá acesso a ilha de mesmo nome.

Eu não pude deixar de parar para conhecer a Margareth Island então, que é uma enorme ilha transformada num parque e muito visitada pelos moradores locais. Para todo o lado na ilha se via grupos escolares de crianças, casais de namorados, grupos de amigos, família, todo o tipo de gente! Aquele era um local muito agradável. Havia jardins de diferentes flores de todas as cores, e fontes de água que formavam os mais incríveis desenhos dançando no céu. Como minha agenda estava apertada, eu apenas fiquei para tirar algumas fotos e continuei para o lado Buda da cidade.

Castelo Vajdahunyad

  
Budapeste é uma cidade muito famosa também pelos Banhos Medicinais, que são uma tradição turca trazida no período de dominação sob o Império Otomano. Eu não sabia o que esperar do tal banho, mas como todos gostam, escolhi ir à casa de banhos Király, que é a mais antiga e a menos movimentada da cidade. Afinal o banho era para relaxar, e não pra ficar desviando dos turistas. A casa era originalmente frequentada pelo rei e a nobreza, mas hoje em dia era aberta ao público.

Margareth Island
Como vocês podem imaginar, eu não levei a câmera para o interior da casa (isso seria estranho) mas o interior dela tem um aspecto medieval, e havia diferentes piscinas e saunas de diferentes temperaturas. A principio eu entrei numa piscina de 35ºC e fiquei ali curtindo, e encantado pelos feixes de luz que desciam do teto (veja primeira foto), mas sem entender o conceito do banho em si. Mas com o tempo eu fiz amizade com a Lilla, uma húngara muito simpática que adorava o lugar, e começou a me ensinar. Os banhos repletos de minerais têm uma série de benefícios como condição da pele, circulação sanguínea, diminui a retenção de líquidos, além de renovar as energias pela absorção dos nutrientes, minerais, e o choque térmico. Para aproveitar melhor os banhos o segredo era alternar entre saunas e banhos de quente para o frio, provocando o citado choque térmico no corpo. Isso relaxava os músculos, e somado a jacuzzi com bolhas no final, me fez curtir a tarde afora numa boa conversa.

Conversamos sobre muitas coisas, e sobre a vida na Europa. Lilla também exerce a mesma profissão que eu no Brasil, portanto deu pra ter uma boa ideia de como era a vida por lá.

Fonte romântica em Margareth Island (casal aleatório)
Passado horas e horas na água, já com os dedos definhando (sério!) e uma tremenda fome, decidimos ir comer algo. Voltamos então para o quarteirão onde ficava o meu hostel, ao lado do Szimpla, no Karavan Street Food, onde havia vários food trucks oferecendo uma variedade de comidas locais. Seguindo o conselho da Lilla e peguei um Lansgo, que é uma massa frita coberta com muito queijo e molho! O prato é muito saboroso, mas era tão grande e pesado que até guardei para a janta.

Depois que comi me despedi de minha amiga para ir ao hostel, onde finalmente tive internet novamente. Eu aproveitei para tentar entrar em contato com a Rita, mas não consegui, então comecei a fazer amizade com o resto do pessoal do hostel. Além do Jason, de Hong Kong, também estava no meu quarto o Rodrigo, da Argentina. Ele me mostrou fotos de um lugar incrível no seu país onde a vegetação verde se mistura com o gelo da Antártida! Enquanto arrumava minha mala e planejava minha saída de Budapeste, conversamos sobre coisas diversas como a diferença entre a cultura da América do Sul e na Ásia, sobre nossas aventuras na viagem, e nossos planos para o futuro.

A conversa estava tão boa que decidimos ir a um bar comprar cerveja. Nós entramos de pijama num bar de rock (e eu sou fã de rock) e acredito que o dono do bar não gostou muito da idéia. Ele nos cobrou um preço absurdo pelas cervejas e só avisou o preço depois que elas já estavam abertas. Ao final nos sentimos enganados (ou o famoso termo em inglês ripped off), mas a cerveja estava ótima.

Margareth Island
De volta para o hostel, mais pessoas se juntaram a nós: (se não me falha a memória) um francês, um espanhol, e uma senhora holandesa. Eu contei para eles o quanto aprendi da cidade, e eles ficavam todos espantados! A parte engraçada da noite foi quando o francês saiu do hostel e não conseguiu abrir a porta para entrar. Ele ligou no celular de emergência, que estava no salão principal, e não havia ninguém na recepção. Eu atendi e disse: “Amazing Hostel how may I help you?”. No final ele conseguiu entrar, e todo mundo ficou tirando onda da minha desenvoltura de atender. Acho que este é afinal um comportamento bem brasileiro, mas que causou boas risadas.

Ao final me dei conta de como Budapeste é um lugar muito fácil de andar, onde as atrações turísticas são todas próximas. Acredito que esta tenha sido a cidade que mais caminhei (cerca de 15km por dia). E ainda assim chegando ao final tive a sensação de que havia muito mais a se fazer: as cavernas subterrâneas, o labirinto do Castelo Buda, e muitas outras coisas. Budapeste e seu clima ensolarado sem dúvida me encantaram da mesma forma como Berlim, na sua forma acolhedora. Ficar alguns dias em uma cidade é pouco para se conhecer tudo o que ela tem para oferecer, mas acho que eu aproveitei bem. Fui dormir com o sentimento de que poderia ficar ali por mais algumas semanas... Mas dessa vez a despedida não seria saudosista. A esse ponto eu já começava a entender melhor essa dinâmica de uma viagem. Não importasse o quão divertido fora, sempre haverá algo mais para se explorar e tudo o que aprendemos, levamos conosco. E às vezes, colocamos num blog também...


Não perca no próximo post: Leopold Museum e a exposição de Gustav Klint em Viena.

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